• “Raízes que firmam, asas que inspiram — o livro que transforma a forma de educar.”

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    Livro Raízes e Asas: Educar para Firmar e voar

    Um guia pedagógico para Educação Infantil e Anos Iniciais.

    A proposta busca unir práticas pedagógicas tradicionais, como a cópia e os exercícios estruturados, com abordagens construtivistas e ativas, inspiradas em referências como Piaget, Vygotsky, Skinner e Montessori.

    A ideia nasceu da necessidade de equilibrar teoria e prática: oferecer às crianças tanto as “raízes”, que representam a base sólida de conhecimento, quanto as “asas”, que simbolizam a autonomia, a criatividade e o desejo de aprender.

    Muitos professores e pais se sentem perdidos entre seguir métodos tradicionais ou apostar em modismos educacionais.

    A metodologia Raízes e Asas surge para mostrar que é possível integrar o melhor dos dois mundos, respeitando a infância e garantindo resultados concretos.

    Tudo é baseado em experiências práticas tanto nos Anos iniciais quanto na Educação Infantil.

    O livro traz reflexões teóricas, propostas de atividades e exemplos de aplicação prática nos anos iniciais do Ensino Fundamental e na Educação Infantil.

    Além de ser um guia para professores, a obra também dialoga com pais e responsáveis que desejam acompanhar de forma mais ativa o processo de aprendizagem dos filhos.

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  • Praticar, refletir e evoluir: a experiência que ensina.

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    Século XXI e suas mudanças

    Vivemos o século XXI, período marcado por intensas transformações sociais, culturais e tecnológicas. No campo da educação, essas mudanças impactam diretamente a formação e a atuação dos professores, que precisam conciliar teoria e prática diante de desafios cada vez mais complexos. O provérbio “a prática leva à perfeição” nunca foi tão atual quando pensamos na docência contemporânea: de pouco adianta dominar teorias se o professor não vivencia situações reais de sala de aula para desenvolver estratégias eficazes.

    Formação Histórica do Educador

    Philippe Ariès, em sua obra História social da criança e da família (1981), demonstra que, durante séculos, a educação se deu de forma prática e cotidiana. Os adultos transmitiam suas habilidades para os filhos, que aprendiam pela observação e repetição.

    Famílias pobres: as crianças aprendiam o ofício do chefe da família, como agricultura, carpintaria, sapataria ou ferraria. As meninas eram preparadas pelas mães para os cuidados do lar.

    Classes médias e abastadas: os meninos eram encaminhados para profissões como medicina, direito ou comércio, aprendendo com mestres ou em escolas.

    Nobreza e realeza: recebiam tutores particulares, muitas vezes estrangeiros, com o objetivo de prepará-los para governar povos e reinos.Em comum, todos eram instruídos por pessoas experientes que uniam conhecimento teórico e prático — algo que ainda hoje permanece essencial na formação de educadores.

    A Formação Docente no Brasil Contemporâneo

    De acordo com o Censo da Educação Superior (BRASIL, 2023), existem aproximadamente 4.000 cursos de Pedagogia no Brasil, sendo 70% ofertados na modalidade a distância (EAD) e 30% presenciais. Embora o currículo teórico seja semelhante, a experiência prática mostra-se insuficiente em muitos casos.Ao ingressar na sala de aula, uma professora iniciante pode se deparar, em uma turma de 1º ano com 30 alunos, com situações como:

    • 2 a 3 estudantes com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem suporte adequado;

    •10 a 15 alunos com dificuldades de aprendizagem;

    • E os demais em ritmos heterogêneos.

    A faculdade fornece uma base teórica importante, apresentando metodologias, pensadores e práticas pedagógicas. No entanto, a construção prática ocorre apenas no cotidiano escolar, quando o professor se depara com os desafios concretos. Não por acaso, docentes mais experientes conseguem conduzir suas turmas com mais segurança, criando projetos diferenciados e estratégias adaptadas.

    Desafios da Docência no Século XXI

    Além das dificuldades pedagógicas, os professores enfrentam novos fenômenos sociais:

    Uso excessivo de tecnologias: alunos cada vez mais dependentes do celular, o que interfere na atenção em sala de aula e nos estudos em casa.

    Violência escolar: de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE, 2024), os casos de agressão contra docentes aumentaram em mais de 20% entre 2022 e 2024.

    Falta de participação da família: muitos pais não acompanham a vida escolar dos filhos.

    Carência de políticas públicas: faltam investimentos, profissionais de apoio e ações preventivas de segurança.

    Esses fatores criam uma “bola de neve” que sobrecarrega o professor, exigindo dele não apenas conhecimento pedagógico, mas também habilidades emocionais, de gestão de conflitos e mediação social.

    Caminhos Possíveis

    Como defende Paulo Freire (1996), “a educação não muda o mundo. A educação muda as pessoas, e as pessoas mudam o mundo”.

    Para que essa mudança ocorra, é necessário:

    Garantir que os cursos de licenciatura proporcionem não apenas teoria, mas também vivências práticas desde o início;

    Formar docentes capazes de planejar aulas criativas, avaliar com fundamentos sólidos e atuar como mediadores sociais;

    Aproximar a família do processo educativo, fortalecendo a base da criança;

    Investir em políticas públicas de educação e investir em políticas públicas de educação e segurança.

    Pesquisas indicam que a prevenção policial precoce pode reduzir em até 30% os índices de criminalidade (IPEA, 2022).Exemplos internacionais, como Finlândia e Coreia do Sul, mostram que investir em educação e na valorização docente resulta em baixos índices de violência e em alto desempenho escolar.

    Conclusão

    A formação docente no século XXI precisa ir além dos muros da faculdade. O professor deve sair da graduação com sólida base teórica, mas também com experiências práticas que o preparem para enfrentar a complexidade da sala de aula contemporânea. Somente assim teremos educadores capazes de transformar, junto com as famílias e o Estado, o destino da educação no Brasil. Um país que investe em educação constrói não apenas conhecimento, mas também paz social.

    Referências

    ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC, 1981.BRASIL.

    Ministério da Educação. Censo da Educação Superior 2023. Brasília: MEC/INEP, 2023.CNTE.

    Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Relatório sobre violência contra docentes 2024. Brasília: CNTE, 2024.

    FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

    IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Estudos sobre prevenção criminal e políticas públicas. Brasília: IPEA, 2022.

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  • A Importância da Prática Pedagógica

    Da teoria à ação: a prática que ensina e transforma.

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    3–5 minutos

    Educação online

    Vivemos em um mundo onde a educação se tornou quase 100% online. É fato que existem cursos maravilhosos oferecidos nesse formato, mas, a cada dia, os cursos presenciais — principalmente aqueles voltados para docentes — estão desaparecendo.Segundo o Censo da Educação Superior 2022, divulgado pelo INEP/MEC, cerca de 63% das matrículas em cursos de graduação no Brasil já são realizadas em cursos a distância (EAD),enquanto os cursos presenciais vêm diminuindo ano a ano.

    Esse dado mostra uma tendência clara: estamos caminhando para uma formação cada vez mais digital.

    O ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro já afirmou que “a educação a distância tem um papel importante, mas não substitui a experiência presencial que envolve diálogo, troca de olhares e construção coletiva”. Essa fala reflete um ponto central do debate.”

    A Praticidade do EAD

    Não há como negar: a praticidade é uma das maiores vantagens.

    • Você acessa as aulas no conforto da sua casa;

    • Pode escolher o melhor horário para estudar;

    • Organiza suas atividades de acordo com sua rotina;

    • Tem acesso a conteúdos gravados que podem ser revistos quantas vezes quiser.

    Esses aspectos são muito positivos, especialmente para quem precisa conciliar estudo, trabalho e família.

    Desafios dos cursos online

    Mas há também pontos frágeis. Em muitos cursos:

    • As aulas ao vivo são semanais e, muitas vezes, os professores ou monitores não conseguem responder a todas as dúvidas;

    • Questões importantes, principalmente em períodos de estágio, ficam sem aprofundamento;

    • O aluno envia e-mails ou mensagens, mas falta aquele “fator humano” da interação em tempo real;

    • A dúvida até pode ser respondida depois, mas a troca imediata, a conversa que gera novas perguntas e reflexões, dificilmente acontece.

    Como destaca o educador Paulo Freire,

    “ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam em comunhão”.

    Esse aspecto de comunhão e diálogo muitas vezes se perde no ambiente 100% digital.

    A prática pedagógica: da teoria ao choque com a realidade

    E então chega o momento da prática, o estágio supervisionado. Na universidade presencial, o aluno ainda tem um suporte maior: professores acompanhando, colegas dividindo experiências, reflexões conjuntas.

    Mas no curso online, essa vivência pode ser ainda mais frágil.

    Lembro de uma estagiária que tive na minha sala. dizia querer lecionar no Ensino Fundamental, pois “lá iria ensinar de verdade”, diferente da Educação Infantil, onde acreditava que “era só brincar”.

    Pedi, então, dei pra ela uma tarefa: criar um planejamento para uma turma de 1º ano, com crianças de 6 a 7 anos, em diferentes níveis de escrita (pré-silábico, silábico-alfabético e alfabético) e que trabalhasse o ensino da família do B e noções de adição.

    Ela me entrou um mês depois um planejamento “copia e cola”: materiais do Google e do ChatGPT, sem qualquer adaptação pedagógica. Ao questionar ela sobre o planejamento, percebi que ela não sabia conceitos básicos, como a diferença entre turma homogênea e heterogênea ou as fases da escrita.

    A fase 2 da tarefa foi a prática com alunos reais do 1° ano: dois meninos com idades entre 6 e 7 anos e uma menina com 7. Os três eram de escola pública e cada um estava em uma fase da escrita (pré-silábico, silábico-alfabético e alfabético) repassado anteriormente.

    Resultado? Nada funcionou. As crianças ficaram agitadas, e a experiência mostrou claramente a distância entre a teoria “pronta” e a vivência em sala.

    Essa vivência me revelou duas coisas:

    • A teoria é fundamental, mas a prática é indispensável.

    Só a vivência real revela a complexidade do ensino.


    • O acesso fácil a ferramentas digitais pode gerar acomodação.

    Em vez de pesquisar, perguntar e refletir, muitos alunos apenas copiam propostas prontas.

    A estagiária, do experimento já estava no 6º semestre tinha realizado práticas anteriores nos Anos iniciais e era estudante de Pedagogia em faculdade online.

    Antes de realizar o planejamento, a estagiária não fez perguntas básicas abaixo que poderia auxiliar na tarefa:

    • Qual a metodologia de ensino da escola?

    • Qual material pedagógico a professora regente trabalha?

    • Quais as principais dificuldades dos alunos em soma?

    • Os alunos já dominam contas simples

    Ou seja, faltava olhar investigativo, vivência e prática real.

    Conclusão

    Assim como na Medicina, em que o médico precisa da residência para transformar teoria em vida, a docência também exige mais do que livros e conceitos.

    É na prática que o professor se revela: erra, acerta, ajusta o rumo e cresce. Estudar em uma faculdade online não significa facilidade — significa disciplina, autonomia e compromisso. O caminho é exigente, e o mercado de trabalho cobra cada vez mais preparo e atitude.

    Por isso, leve esta lição para sempre:

    A teoria forma o conhecimento, mas é a prática que forma o professor. Estude com dedicação, pratique com coragem e construa, todos os dias, a sua própria excelência.

    Referências

    • BRASIL. Inep. Censo da Educação Superior 2022

    .• FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Paz e Terra, 1996.

    • SCHÖN, Donald. Educando o Profissional Reflexivo. Artmed, 2000.• RIBEIRO, Renato Janine. Entrevistas sobre EAD no Brasil (2019).

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